Arvorescer do amor – Capítulos 5 e 6

Capítulo 5

Aquela circunstância inesperada o estava absorvendo, não desligava da ideia dos dois juntos, relembrando os bons momentos, quem sabe reacendendo a antiga paixão. Dormia sobre esta imagem. Distração mais ou menos eficiente Cassio só encontrava quando descansava da fadiga flutuando sobre a água ou imergindo nela.

Arrastaram-se os dias. Quarta, quinta, veio a sexta e lá foi ele, para mais uma aula extra com Natan. Entrou na sala e, pela primeira vez, teve o dessabor de encontrar com Rúbia. Cumprimentaram-se secamente. A moça, bastante bronzeada, ocupava uma cadeira no final da sala, onde organizava uma fina pilha de papéis. Cassio sentou mais à frente. Natan também tinha um ar mais grave que o comum, falava baixo com os outros alunos, e no mesmo tom dirigiu a palavra à Cassio. Por intervalos, o jovem desgostoso olhava de esguelha a título de conferência para a Rúbia. Gostaria de surpreendê-la com os olhos nele, mas não houve tal. Queria ler a aura da moça, desvendar-lhe os segredos, mas teve de se contentar em ficar ali, dispensando considerações. Fosse impressão ou não, incomodava-o perceber que quando Rúbia mostrava algo a Natan em um daqueles papéis que tinha em mãos, falava-lhe a sussurros, e este retribuía na mesma feição, como se conspirassem, fazendo-se íntimos. Mas o que abriria de vez uma fenda na relação veio ao final, quando teve de deixar a sala desacompanhado, como quando da ocasião que conhecera Rúbia. Se o cumprimento do casal havia sido frio na entrada, a despedida era então glacial.

No dia seguinte, ao final da aula, o professor perguntou a Cassio se ele poderia ficar alguns minutos para conversarem. Desconfiado de qual seria a natureza da conversa, aceitou interessado e receoso a um tempo só.

– Você está bolado comigo? – perguntou o professor seriamente, sentado numa cadeira a seu lado.

– Bolado com você?

– É, pelo lance com a Rúbia.

Cassio se perdeu brevemente em pensamentos.

– Então você já sabe?

Natan alteou um dos cantos da boca, não conseguindo muito bem dar à expressão a feição certa de um sorriso.

– Para ser sincero, já estava desconfiado antes mesmo dela me contar. Desde o primeiro dia que vi vocês juntos, na outra sala, conversando e sorrindo, imaginei que você fosse fisgar ela.

– E você encarou e tem encarado tudo isso com naturalidade.

Cassio apenas sentiu mexer os lábios, praticamente não percebeu a saída da voz.

– Por que não? Se tem uma coisa que a vida me ensinou é que ninguém tem a posse de ninguém. Quando ela veio me dizer que estava terminando comigo para ficar com você, eu dei força. Disse que vocês formavam um bom par, que estar com você faria muito bem a ela.

Não fora exatamente esta a sua reação segundo Rúbia havia contado. Na versão dela, o nome de Cassio sequer tinha sido trazido para o plenário.

– Eu não sei se consigo deixar toda vez isso claro, mas eu gosto muito de você, Cassio. De verdade.

– Você esperou muito tempo para me contar isso. Agora já estou saindo com outra pessoa.

– Estou falando sério – reafirmou o professor, sorrindo. – Eu te considero um rapaz nota dez. Fiquei desapontado com ela depois do que me disse sobre você, essa semana.

– Opa, o que ela disse?

– Ela não te contou que nós demos uma passeada no shopping, na segunda-feira, né? Ela me falou, nesse dia, que tinha entrado na “crise da terceira semana”.

– E que bobagem é essa?

– Pelo visto ela não te disse muito sobre as manias dela. É o seguinte: sempre que se interessa por alguém e começa a se envolver com essa pessoa, tudo o que ela sente é muito intenso só durante as três primeiras semanas, depois ela simplesmente começa a desencantar da pessoa.

– Sem razão?

– Sem nenhuma razão.

Cassio cravou os olhos no chão. O professor continuou:

– Ela me disse ainda que, por ela, já teria terminado com você, e sugeriu que, se eu quisesse, reataria comigo naquela mesma hora. Só que eu jamais te trairia assim. Como te disse, te considero pra valer, reforço que é de alguém pés no chão, feito você, que ela precisa. Foi o que eu frisei para ela.

– Nossa, cara, eu não fazia ideia de nada disso – Cassio desabafou, não descartando a possibilidade do que saía da boca de Natan ser falso, total ou parcialmente. Talvez quisesse levá-lo a romper definitivamente com Rúbia para que a moça se lançasse novamente em seus braços.

– Para você saber que não estou inventando coisas, ela até me disse que você já havia confessado estar amando ela.

Cassio baixou a cabeça e riu de si, com amargor.

– Começando. Eu disse que achava estar começando a amá-la. Mas depois dessas revelações bombásticas…

Naquele momento, Cassio não conseguia mais investir-se de humor para encarar a situação.

– Quer um conselho, Cassio?

O rapaz mirou o professor.

– Se arrisca, meu chapa! O que você tem a perder? Mas não vai de cabeça. Não se iluda. Fica sempre com um pé atrás. Pode ser que ela mude e aprenda a dar valor a quem merece. Se não, terá valido a experiência.

Pensativo, Cassio foi para casa. Telefonou no domingo para a Rúbia a fim de saber se tinha disposição para pegar um cinema, e diante da negativa, combinou com ela um encontro na segunda. Disse-lhe ela que estaria ocupada até às seis no curso, auxiliando o Natan na correção de umas provas. Curiosamente, saber que estaria com o professor não o incomodava mais como antes. Seria o efeito da transparência advinda da conversa de ambos?

No dia seguinte, à hora marcada, já estava postado na recepção. A adolescente veio ter com ele e dali desceram para a praça. Durante a descida pelo elevador, Rúbia arriscou fazer uma gracinha: pôs para fora a língua enquanto Cassia a olhava nos olhos. Com cara de chateação, o rapaz nem deu bola. A pele da testa da moça estava escamando como reflexo da queimadura de Sol que tivera na praia. Seguiram praticamente mudos até o lugar onde mais haviam conversado até então. Corria vento. Sentaram-se ao pé da árvore farfalhante. Cassio figurava uma ideia: podia ou não ter a ver com o Natan, mas alguma coisa acontecia por debaixo dos panos.

– Pedi para te ver porque ainda tenho esperanças de que me conte o que está acontecendo de errado com você ou o que eu posso estar fazendo de condenável.

– Você não está fazendo nada de errado, exceto ao me pressionar.

– É uma conversa. Só isso. É ao que recorrem as pessoas que procuram chegar a algum entendimento com as outras.

Rúbia guardou o silêncio.

– Vai conversar comigo ou me deixar abrigando suspeitas?

– Pode suspeitar do que você quiser – elevou um pouco a voz.

Carma, baby. Não é assim que duas pessoas, em tese ligadas, dialogam. Eu estou com você; você está comigo?

Novo silêncio.

– Não acredito que aceitou me ver só para ficar aí, quieta.

– Você pediu para me ver; você é quem tem que dizer alguma coisa.

O rapaz sustentava o nervo.

– Então, tudo o que tivemos não passou de um flerte apenas?

– Você tá dizendo.

– E sua atitude, confirmando.

Cassio lhe deu alguns minutos para pensar. Como não fosse a moça dizer mais nada, levantou-se num atropelo de emoções.

Postou-se diante dela, que se preservava cabisbaixa, não como se mortificada, mas antes enfadada com tudo aquilo. Ante a estranha postura da moça, não fez por menos.

– Eu aprendi a seguinte lição com você: não se pode facilitar com as levianas. Tu vai dizer que não, mas a verdade é que você se apresenta preenchendo o figurino de boa moça, fica estimulando os rapazes, ou homens casados, a procurarem uma porta para o seu coração, quando não existe um. Você não deseja a normalidade de uma relação; quer as extravagâncias. Não pretende se envolver de verdade; quer apenas pegação. Tudo bem, a vida é sua! Mas se tivesse explicitado isso para mim, em vez de ficar escondendo o jogo, não seria exatamente num cinema que gastaria meu tempo com você.

Quando Cassio começara a falar, Rúbia não olhava em seus olhos, e quando finalmente ela o fez, viu-lhes uma faísca temperada de raiva e decepção. Teve então ódio daqueles dois faróis que lançavam luz sobre sua alma.

– Passe muito bem!

Depois de dizer as últimas a garota, Cássio se foi.

Capítulo 6

Aquilo que Cassio pretendia que fosse um grande amor tornou-se uma ferida. Mas o garoto, embora de fato apaixonado, não cedeu ao desespero. Transpareceu para todos uma estudada normalidade. Poucos dias após o rompimento, mesmo que às vezes a ponta de uma saudade lhe invadisse o peito, surpreendia o feitiço de Rúbia desaparecendo de sua vida. Antes ela figurava diariamente nos seus pensamentos, dando à sua rotina uma feição mais agradável. Agora, se diluía no sonho e no esquecimento.

Assim passaram-se três meses. Tanto as aulas extras quanto o módulo do curso intitulado “pacote office” já haviam ficado no passado. Cassio estava iniciando o módulo que tratava das noções de administração, secretariado e contabilidade. Além de uns alunos da sua classe anterior, outros se somaram a esta nova turma. O rapaz continuava sobressaindo-se pelas tiradas cômicas, a turma o festejava. Então, após uma de suas tantas piadas que rebatia na risada dos presentes, notou que uma moça, a qual gostava de sentar numa das primeiras cadeiras, se virou para trás, mirando-o com ar divertido. Cassio assentava-se sempre nos fundos. E daquele momento em diante passou a ter olhos para aquela garota. Sempre que a via olhar para o lado e sorrir para alguém, apreciava aquele formoso sorriso de dentes alinhados. Para os seus colegas a moça tinha o defeito de usar óculos de lente fundo de garrafa, mas Cassio não ligava importância a isso. Passou a idear uma maneira de se avizinhar dela, mas não precisou de muito, pois no segundo dia de aula, por não ir caminhar com os colegas e, sim, rumar direto para casa, encontrou a moça no mesmo ponto de ônibus em que costumava tomar o seu.

– Oi! – disse se chegando a ela. – Você é da mesma turma que eu, não é?

Sorrindo, a jovem confirmou.

– Se importa de eu te fazer companhia? – disse ainda.

– Imagina. Assim o ônibus chega mais rápido.

– Prova de que o tempo é mesmo relativo. A propósito, eu me chamo Cassio.

– Eu sei. Sou a Núbia – comunicou como quem gosta do modo como soa o próprio nome, e lhe deu a mão. – O que foi, não gostou?

A garota perguntou já que Cassio carregara a testa e forçara um sorriso.

– Não é isso, o nome é perfeito. É que me lembra do nome de uma… amiga. Rúbia.

– Ah, realmente se parecem. É como Fagner e Vagner.

– Ou como Jair e Nair.

– É! – concordou ela.

Cassio observou-a bem. Núbia tinha um bonito desenho da boca; o rosado dos seus lábios atraía-o. O nariz era aquilino, mas de tamanho pequeno, delicado. Os olhos também eram pequenos, porém terminavam aumentados pelas lentes grossas dos óculos. Seus cabelos, entre pretos e louros, se faziam em cachos bem finos, eram meio crespos, e ela gostava de usá-los amarrados, porém o rabo-de-cavalo que formava mais parecia um rabo de pavão. Cassio não desgostava nenhum pouco, surpreendia em todo o conjunto uma dada formosura. Qual não foi sua surpresa quando o ônibus para o qual a moça acenou provou-se o mesmo no qual deveria embarcar.

Sentados juntos, o rapaz não perdeu tempo. Foi logo perguntando se tinha namorado. Respondeu-lhe que não. Continuou então a sondando sem cerimônia. O tempo passado com Rúbia o fizera mais resoluto, mas ainda preservava o ar de bom moço. Núbia revelou-lhe pouco, disse que tinha 17 anos, gostava de ouvir pagode, o que fez Cassio torcer a cara, pois preferia rock, e que não assistia muito a filmes. Optava por novelas. Sem embargo de sua preferência, Cassio aventou a possibilidade de irem juntos assistirem a um filme, no cinema, deixando a data em aberto.

– Acho difícil – respondeu Núbia, sempre sorridente.

Ela desceu alguns pontos antes dele, que não se apressou em pedir seu número telefônico. Fez isso na semana seguinte, quando novamente voltavam juntos para casa. Cassio novamente sugeriu o cinema, desta vez aludindo ao dia seguinte, um domingo véspera de feriado. Novamente o desencorajou a garota, mas ao menos ele pegou o telefone dela. Agora tinha também um celular, e se serviu dos serviços de SMS para mandar umas frases delicadas para a menina durante a semana que se seguiu. Em uma ele dizia: ”Hoje a saudade de você me veio mais forte que a saudade de ontem”. Se Cassio se julgava um inexperiente com garotas, se surpreenderia se pudesse dimensionar a inexperiência de Núbia com os rapazes. A moça era a rainha da indecisão. Se era pedida em namoro, levava dias, semanas para dar uma resposta. Às vezes nem respondia, seguia pedindo mais tempo para pensar até que o sujeito percebesse a enrolação e desistisse. Mas uma coisa Núbia deixou clara para Cassio: depois que ela começasse a enxergar um rapaz como amigo, esta ou aquela tentativa da outra parte em mudar a natureza da relação entre ambos seria inútil. Amigo é amigo e acabou. Cassio entendeu que o recado era para ele se apressar, mas que fazer, se a moça não aceitava sair com ele?

Decidiu, então, sacrificar o prazer de sua companhia na volta para casa. Voltou a ficar um pouco com os colegas de curso, dando uns perdidos pelo shopping, segundo a maneira deles de dizer. Talvez Núbia sentisse falta dos seus flertes.

Num domingo de sol preguiçoso, Cassio levantou cedo e foi visitar um amigo de infância que morava numa cidade vizinha. Passou o dia para aqueles cantos, onde seu celular não tinha bom sinal. Falou acerca de Rúbia quando indagado, e depois mencionou a Núbia. Mas não ousou pedir conselhos ao amigo sobre como proceder, pois a única namorada que este tivera era a mulher com a qual estava casado. À tardezinha, quando voltava para casa, ao entrar nos domínios do seu município, seu celular começou a acusar várias ligações perdidas. Mais de vinte, e todas de Núbia. Intrigou-se. Não obstante, retornou as ligações somente quando pôs os pés em casa. Ainda não gostava de andar na rua falando ao celular.

– Oi, Núbia! Tá tudo bem? Vi que você tentou me contatar o dia todo, não é? Eu estava em São João de Meriti. Parece que a cobertura lá não é muito boa.

Tudo bem. Você tem algum compromisso para essa noite?

– Tenho. É só você me dizer qual.

Queria dar uma volta no shopping. Pode ser?

– Sim, nos encontramos onde?

Pode ser no ponto em frente à clínica da família, às sete?

– Estarei lá.

Depois que desligou o telefone foi se trocar para sair. Aguardou uns dez minutos no local antes de Núbia se apresentar. Ela veio sorridente, como de estilo, os cabelos soltos. Tinha o corpo envolto num vestido preto com florezinhas brancas, e uma jaqueta jeans por cima. O céu ficara nublado o dia inteiro e o tempo estava mais para frio do que para quente.

– Você está primorosa.

– E você não está nada mal.

Subiram ao ônibus que levava ao shopping. As luzes da cidade pareciam mais macias naquela noite, emprestando-lhe um quê de romantismo. Num dado momento Cassio pôs sua mão sobre a de Núbia, que a puxou. Sorriu o rapaz, encarando a moça que olhava pela janela. Desceram em frente ao shopping e entraram no prédio. Fervilhava de pessoas. Os dois caminharam um do lado do outro e conversaram sobre temas gerais. Núbia mantinha-se pouco falante. Acharam um banco desocupado num dos corredores e se sentaram.

– Tem certeza que não quer pegar um cinema? – perguntou pela segunda vez Cassio. – Tá passando o Garfield, não gosta?

– Eu adoro o Garfield, mas não quero assistir.

– Ok! Uma pizza, então.

– Eu já te disse que não aceito que ninguém pague nada para mim?

– Ora essa, você paga então. O que acha?

– Preciso economizar.

– Então sugira alguma coisa. Você me convidou para o shopping; aqui todas as opções de diversão são pagas, mas você não pode gastar, muito menos aceita que paguem para você… Olha, eu estou confuso… O que estamos fazendo aqui?

Núbia curvou a cabeça.

– Sabe meu melhor amigo, aquele que mora lá na minha rua?

Cassio confirmou.

– Ele pediu para namorarmos. E eu fiquei de dar a resposta a ele hoje.

– Espere aí! Eu pensei que sua política fosse a de não namorar amigos. O que tem para ser considerado nesse caso?

– Ele é meu melhor amigo. E, quando fez o pedido, eu fiquei balançada.

Cassio bufou.

– Então, para fugir dele, você me chamou para sair, e agora fica assim?

– Eu não estou fugindo dele. Ele está numa festa junina num clube aqui perto, e eu prometi que ia lá, dar a resposta.

Cassio, incrédulo, quase soltava fumaça pelas narinas, mas esforçava-se para agir com fair-play. Núbia, por seu lado, colocava as mãos na cabeça, aos olhos de Cassio, fingindo desespero.

– Oh, meu Deus, por que essas coisas só acontecem comigo? – repetia ela.

– Você me fez vir até aqui – disse Cassio, escandindo a fala –, para fazer esse papelão comigo? O que pretendia me chamando: expor-se para ele ou para mim? Responde, garota!

Sua pergunta teve a expressão de uma reprimenda. Cassio jamais falaria assim com uma dama, sobretudo que acabasse de conhecer. Mas, por bem dizer, estava mudado desde a sua última experiência do coração.

Núbia, envergonhada, fitava o piso.

Cassio se levantou, olhou-a outra vez, e se foi. Mas, depois de vinte passos, estacou, pensou mais um pouco, e voltou para junto da moça, que continuava sentada.

– Vamos, eu te acompanho até lá – disse a ela.

Núbia se ergueu e partiu com ele, a cabeça baixa. Ao lado de um Cassio taciturno, continuava repetindo ao longo do caminho:

– Isso só acontece comigo, por quê?

Quando se viu num trecho da rua mais deserto, Cassio virou-lhe o rosto e tascou um beijo em Núbia, a qual, com o corpo todo amolecido, nada fez senão se deixar beijar. Ao soltá-la, a moça se virou, como um autômato, e continuou andando. Cassio teve a esperança de que no momento extremo ela desistisse de entrar no local e voltasse com ele. Sem dizer mais nada, Núbia continuou andando; ele, igualmente calado, ao lado dela. Diante dos portões, Cassio parou e desejou, a contragosto, boa sorte. Núbia se virou e, num gesto débil, agradeceu a companhia e se despediu. O rapaz se afastou como uma sombra perdida na noite. Levava a dor de se sentir usado como sua única companheira.

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