Arvorescer do amor – Capítulos 22, 23 e final

Capítulo 22

A depender somente de Rúbia, todos os dias, no trabalho, o cumprimento do casal se daria com selinhos. Cassio era mais reservado a esse respeito. Não obstante, a amizade-colorida deles começou a dar nas vistas. “Sua namorada é bem bonita”, disse a Cassio uma colega de trabalho. Ele concordava, e assistia cauteloso a uma Rúbia, aparentemente mudada, fazendo tentativas de subir novamente na sua estima, e aos mesmos escalões elevados de outrora. Ele a entrevia louca pelas intimidades que poderiam explorar. A moça, que não era de cerimônias, com aqueles olhos de alguém que quisesse lhe comer aos bocados, assumia querer o calor de seu corpo sobre o dela. Não aguentava esperar mais.

Considerando o caso, propôs que escapulissem o fim de semana para a ilha de Paquetá. Rúbia aceitou de pronto e deu início aos preparativos, como depilar-se e enfiar na mochila uma calcinha escandalosa. Embora não alimentando grande expectativa, Cassio imaginava que, talvez depois de tantas tentativas frustradas, o relacionamento enfim se extremasse.

Saíram no sábado, bem cedo. Enquanto aguardavam no terminal das barcas o meio de transporte que os conduziria à ilha, Rúbia contou-lhe de um fulano que a estava “cortejando” fazia algum tempo. Era conhecido da mãe dela e frequentava sua casa. Disse que ele e a mãe reuniam-se às vezes com outros conhecidos nuns espaços onde rolavam samba e pagode ao vivo, e que o tal sujeito sempre instava para que Rúbia se juntasse a eles. Ligava para ela do local, avisando que estava indo buscá-la, não aceitando “não” como resposta. Aparecia montado na sua moto em poucos minutos, insistia à exaustão, até que Rúbia subisse em na garupa e fosse com ele. O que ensejou essa conversa foi o telefone da moça tocar naquele momento. Era o tal fulano ligando.

– Creio que não haja nada entre vocês – colocou Cassio.

– Não, nada! Ele é bem mais velho.

– Isso nunca foi problema para você.

– Ele não faz meu tipo, satisfeito? – brincou.

Como saber se aquelas palavras eram ou não fantasiosas? Cassio viu-se no escuro, mais uma vez. E lembrou-se, quase em modo de advertência, de a credibilidade de Rúbia ainda estar esfacelada. A realidade, no entanto, é que se ele não podia saber o que se ia pelos subterrâneos da mente dela, tampouco ela ameaçaria imaginar que apelos ele fazia à sua própria memória.

Aquele momento passou. A barca chegou e eles embarcaram. Perto de atracar na ilha, postaram-se na proa, a fim de vê-la se aproximar. Rúbia encostou-se ao peito de Cassio, e o sentiu escorregar a mão pela sua cintura até os quadris. Toda a moça excitou-se com o que anunciava os momentos de prazer que estavam por vir. Chegaram à pousada e logo que se viram no quarto, Cassio a possuiu com esganação. Rúbia não lembrava qual a última vez em que havia se sentido tão desejada. Saíram pouco dali para aproveitar as diversões, na praia; passaram o final de semana quase inteiro no gozo de um quarto aconchegante, entregues aos prazeres do amor carnal. Naquele interregno de dois dias Cassio possuiu também o coração de Rúbia. Nas caminhadas que deram, Cassio não desviou para nenhuma outra mulher seu olhar, dando a entender que era somente por Rúbia que ele ardia. Encantava-a como ele sabia ser ora sensual e ora paternal. Era essa característica sua muito importante para ela, que não conhecera um amor de pai. Sentia-se cuidada e querida a seu lado. Jurou para si que não escorraçaria aquela nova oportunidade que o destino lhe dava.

Na tarde de domingo, deitados à cama, aconteceu um episódio no mínimo curioso. Ao passar a mão na sua bolsa, posta à cabeceira, e tirar de dentro o celular, Rúbia teve um gesto estranho de alarma ao se dar conta de que a ligação que não atendera fazia vinte minutos fora atendida automaticamente, tendo-se aberto o canal do microfone do aparelho. Seu celular já havia algum tempo andava apresentando esse problema.

– Eu não acredito! – exclamou.

– Algum problema?

Ela contou a ele, adicionando:

– Ele estava ouvindo.

Referia-se ao mesmo fulano de quem lhe falara no dia anterior.

– Não entendo onde está o problema. Você assegurou que são apenas amigos.

– Sim, mas eu não gostei dele ouvindo a nossa conversa.

Cassio olhou-a em silêncio. Não se azedou, continuou exemplar no proceder.

– Você não tem certeza se isso realmente aconteceu.

E levantou-se para um banho. Pretendia, com isso, dar um tempo a sós para Rúbia. Do chuveiro, ouviu-lhe falar ao telefone. Poderia tentar escutar a conversa, mas preferiu encarar com esportividade a situação.

À noite, tomaram a barca e deixaram a ilha. Na costa, antes de se despedirem, Rúbia reforçou:

– Não vá esquecer que amanhã é a inauguração do supermercado. Quero você lá, ouviu? Vai ter uma surpresa que eu ajudei a preparar, e a gente vai poder ficar mais um tempinho junto. Adoro você!

Capítulo 23

Havia um não sei quê de animação no ar. Todos os funcionários excederam-se no horário do almoço escapando até a festa de inauguração que tinha vez no supermercado bem ao lado. Terminado o almoço e saindo do refeitório, Cassio se soltou dos colegas.

– Ué! Não vem conosco? – indagou um deles.

Cassio fez que não.

À entrada do novo supermercado, Rúbia e outras funcionárias recebiam os visitantes com cupons de desconto. Ao ver os colegas de Cassio sem o rapaz, a moça melindrou-se. Aguardou, e mesmo quando precisou assumir outros postos, nunca deixou de passear o olhar pela multidão. Ele não apareceu. Rúbia se enraiveceu com sua falta de consideração. Nem para se justificar o rapaz ligou. Ela fez o mesmo.

Veio a terça-feira, a quarta-feira, e com o ânimo em fervura Rúbia esperou. Quando a sexta se anunciou, por fim ligou para Cassio. Secamente, ela combinou de vê-lo numa pequena praça situada na quadra de trás, lá pela uma. Ele chegou pouco antes dela. Sentou numa cadeirinha de balanço. Viu-a então saindo pelos fundos do supermercado com o seu grupinho de amigas. Dele fazia parte agora um rapaz magro e alto de pele negra. Atravessaram a rua. O riso reinava entre eles. No momento em que estava se soltando do grupo, Rúbia virou-se para o rapaz magro e disse:

– Olha, se você fizer isso por mim, eu juro que te dou um beijo na boca.

“Garota extravagante”, Cassio disse de si para si.

Vendo-o, Rúbia fincou-se nas tamancas. Chegou e ocupou a outra cadeira de balanço.

– Então é isso, você agora anda distribuindo beijos na boca?

– O que eu faço da minha vida não é da sua conta – rosnou Rúbia, de repente ardendo de impaciência. – Você me provou essa semana que não dá a mínima.

– Não diga besteira.

– Besteira! Você me deu um bolo, me fez de palhaça, e sem uma justificativa.

– Você tá variando? Eu te mandei um SMS.

Rúbia o encarou num esgar de raiva.

– Você chama isso de justificativa? – ela pegou o celular, onde leu: – “Sinto não poder ir. Cabeça esquentada de trabalho e outras coisas”. O que foi, não dava para tomar um comprimido?

A moça, encarando-o, viu nele o ar de um necessitado.

– Você não está correspondendo ao meu amor – deixou sair, finalmente.

– Com essa para cima de mim, agora?

Rúbia tentou entender o significado daquelas palavras. A essa altura, o rosto de Cassio não tinha mais expressão.

– O que pode uma sirigaita saber a respeito de amar?

– Opa, você disso o quê!

Cassio estivera numa estoica espera. Agora havia chegado o momento da atitude incisiva.

– Eu já expulsei você do coração faz muito tempo, sua louca – disse sem mirá-la –, mas aprendi a ser ator.

– Quem você pensa que é para falar assim comigo?

– Sou o único cara que te deu todas as chances de se provar uma pessoa decente – alçou-se de pé. – Mas, durante todos esses dias, eu estive te experimentando. Fiz você se rastejar para mim, por fim te usei e descartei. Como você fez comigo, no passado. Foi para te dizer isso que eu aceitei perder meu tempo vindo aqui. Você pensou que eu ia me desculpar?

Então, aos olhos de Rúbia, houve o intempestivo. Cassio transfigurou-se. Subiu o escárnio ao seu rosto. Como se desencadeasse nele um espírito zombador, desfez-se em gargalhadas. Rúbia o fitava entre incrédula e amedrontada.

Escancarando os olhos, a moça de saúde problemática começou a ter dificuldades para respirar.

– Você se estima vítima, mas não passa de uma menina estragada, e ainda por cima burra. O que o seu outro namorado achou de ouvir pelo telefone a nossa… intimidade? – disse em tom eufêmico.

Cassio agachou-se para fazer seu rosto ficar na mesma altura que o dela.

– Rúbia, Rúbia! Você era uma perdida quando te conheci. E continua uma. Achou que eu fosse, de novo, me escravizar a você? Que patética!

Cassio escamoteava a decepção com um sorriso cínico. Seu rosto assumira uma expressão assustadora. Presa de uma sensação de estrangulamento, Rúbia podia esperar aquele aspecto sombrio de qualquer pessoa com quem se envolvera, menos daquele que sempre viu como um espelho de retidão.

– Eu juro… pela alma da minha mãe, que só estava ficando com você desta vez – soou a voz débil da moça.

Ouvindo-a, Cassio se ergueu e deixou que todo o seu resto de cólera explodisse numa nova onda de sarcasmo.

– Desta vez? Tenha dó, nem uma mãe pode avalizar os atos de um filho com o filme tão queimado quanto o seu.

Acontece que Rúbia dizia a verdade, para variar. Mas, depois de todas as suas escorregadelas, como dar outra feição à sua imagem? Podemos fugir dos nossos pecados, mas eles nos encontram de alguma forma. Foi o que ficou ecoando na cabeça de Rúbia. Mal conseguia continuar ouvindo as palavras de Cassio, que de tão impositivo incutiu no seu espírito o medo de reagir, pois que o rapaz poderia levantar a voz e envergonhá-la na frente dos amigos, que permaneciam de parte, não dando pelo tipo de conversa que ambos tinham. Cassio prosseguiu por mais um longo minuto dando uma esculhambação na coitada.

– Isso é tudo! Agora tá na hora de eu saltar fora. Coisas mais importantes me esperam.

Rúbia ficou tão pasma, vendo o rapaz se ir calmamente depois de tudo, que teve um escurecimento na vista. Imaginou que fosse desmaiar.

Cassio nem olhou para trás. Agarrado à lógica dos fatos, excluiu-se definitivamente daquela relação. Mesmo que o acaso lhe quisesse pregar novas peças, resoluto, jamais se permitiria novamente a tentativa de reviver qualquer vestígio daquele escolho sentimental. E o travesso destino veio a tentar outra vez o moço. Por mais três ocasiões cruzou com Rúbia tempos depois. Uma no ônibus, onde fingiu não vê-la. Outra no shopping, e para não dar de frente com ela executou meia volta e saiu por outro caminho. E a terceira, no calçadão. Desta vez os olhos de ambos se encontraram antes mesmo de qualquer reação da parte dele. Os olhos da moça lhe sorriram, mas os de Cassio procuraram o chão, e passou ele por ela como se passa por um qualquer à qual nunca se viu. Finalmente, Rúbia veio a se tornar uma pessoa estranha a seu coração.

Capítulo final

Passados poucos dias do desenlace final do drama, Cassio desligou-se da firma – não precisara cumprir o aviso prévio até o final. Pesava-lhe ainda o modo como dera fim a tudo. Tinha raiva, sobretudo de si próprio. Se lhe fosse dado voltar atrás, refrearia mais sua ânsia por recriminar Rúbia. Naquele seu gesto extremo, que executara de caso pensado, licenciara-se do bom-senso para se distanciar bastante de si, ser quem não era, nunca fora ou mesmo gostaria de vir a ser. Quem diria que um dia teria ele estômago para aquela atitude estrambólica? Afastado do calor da discussão e reprisando a cena, via-se diante de uma Rúbia humilhada, que desde o início percebia levando uma escuridão na alma a qual pretendia dar fim, qualquer que fosse o custo. Perguntava-se em quantos braços ela ainda buscaria o consolo, por quantas vezes mais feriria e seria ferida sem nada aprender, e vacilando entre a paixão e o ódio, terminou na compaixão.

Meses depois, aquelas lembranças já se haviam esgarçado de sua mente, mas desta, a lição apreendida nunca esvaneceu: não vale à pena correr atrás do amor como um esquecido da sorte; deve-se lançar uma rede, de malhas bem largas, e ficar à espreita da grande presa.

E Cassio esperou. À espera, percebeu o quanto tinha mudado. Havia cinco anos, não cria ser um diploma de nível superior uma escada para um bom emprego; agora, porém, estava formado e bem empregado numa ONG. Não que fosse a regra. Apenas tivera sorte, diversamente de sua jornada pelo amor, que para ele vinha sendo um caminho com muitos espinhos.

Decidiu voltar ao Pantanal, aquele belíssimo complexo de hábitats que era o maior espaço úmido de água doce do planeta. Durante um passeio, em que singrava por um rio contemplando à flor-d’água belas plantas aquáticas flutuantes, passou por um outro barco parado à margem, no qual observou uma mulher registrando alguns momentos através da lente de uma câmera fotográfica profissional.  Um brilhoso cabelo ruivo escorria daquela cabeça. Trajava uma fardagem de estilo aventureiro que não conseguia de todo esconder o espetáculo de suas curvas corporais. Cassio não pôde ver o seu rosto, mas o imaginou lindo e expressivo. E qual não foi sua surpresa ao reconhecê-la à noite, no hotel fazenda em que estava hospedado. Tomava uma batida não alcóolica no bar quando a viu passar pelo deque, a caminho da piscina. Terminou o coquetel e foi na esteira da linda figura de vestido esvoaçante. Encontrou-a repousando numa espreguiçadeira, a beira da piscina, na qual uma pequena cascata desaguava.

– Noite incrível, não é mesmo? – disse avizinhando-se dela, os olhos postos na água.

– Uma das mais incríveis que já vi.

Mirou-lhe o rosto, o qual não era menos que fascinante.

– Conseguiu boas fotos, hoje?

A fisionomia da mulher fez-lhe uma indagação.

– Eu a vi de tarde, no rio. Passei por você.

– Ah, sim! Hoje foi um dia bom – expandiu-se.

– É minha segunda vez aqui. A passeio. Você está a trabalho?

– E quem deseja saber?

– Oh, me perdoe. Eu me chamo Cassio.

– Beatriz. Pode me chamar de Bia.

Trocaram um aperto de mão.

– Eu só queria mesmo te cumprimentar. Não vou mais atrapalhar a sua noite.

– Não me importo se ficar.

Cassio riu por dentro e sorriu por fora. Tomou uma cadeira, e com o seu encosto voltado para a frente, se sentou nela. Apoiou os braços cruzados sobre o encosto e repousou o queixo sobre eles.

A lua se estendia sobre a água calma da piscina. Sem maquiagem, ao natural, despida da mínima bijuteria, e os dedos limpos denunciando a solteirice, Bia afigurou a ele uma alma expansiva. Agradou-se dela instantaneamente. E ela, quando deu por si, já estava voltando ao rapaz sua afeição. Naquela conversa sentiu-se em brandos afagos. Desprezava homens atirados, e aquele diante de si distava e muito desse perfil. Era um lorde, segundo veio-lhe definir mais tarde. Fez perguntas gentis e disse coisas de uma maturidade invejável. Foi-lhe uma companhia agradabilíssima, até que anunciou precisar ir, despedindo-se dela justo no momento em que lhe havia despertado o desejo de passar horas e horas falando da vida. Era estratégica a sua retirada. Desde muito havia aprendido que tanto melhor se tornam as coisas, em nossas recordações, quando sua brevidade age para aumentar o gosto da saudade.

Naquela noite, Cassio ficou sabendo que a fotógrafa gaúcha já havia fotografado ali centenas dos milhares de espécies de borboletas, além de pássaros exuberantes, como a arara-azul, antas, bugios e, uma única vez, a onça. Também capturara muitas imagens da flora. Foi apenas no dia seguinte, no entanto, quando se reencontraram no restaurante do hotel e se sentaram juntos para o almoço, que ambos perceberam haver uma identidade de pensamentos entre eles. Cassio enxergava no amor algo etéreo, o que significa dizer que não se pode conhecê-lo de verdade no espaço de alguns encontros. Mas aqueles momentos passados com ela pareciam anunciá-lo de alguma forma. Bia contou-lhe que, depois de amargar o fim de um noivado de dois anos, estava solteira fazia o mesmo tempo. Viajava uma vez a cada dois anos para aquelas plagas, sempre naquela época, pouco depois da vazante. Sob o pretexto de se encontrarem novamente naquele recanto dali a dois anos, Cassio pegou seu telefone.

Tiveram ainda dois dias juntos, em que construíram doces memórias com caminhadas, cavalgadas, pescaria, e as fotos. Deixaram acontecer um beijo no momento da despedida. Sem pressa e à distância, foi acontecendo a erupção do amor. Com a ajuda do telefone e das redes sociais, foram escancarando o coração aos poucos, um para o outro, e não puderam esperar os dois anos para o reencontro. Dois anos foi o tempo que levou para se casarem. Foi com Bia que Cassio encontrou aquele amor especial que é o último a descobrirmos num outro ser. E em Cassio estava o pulsar da felicidade que Bia esperava um dia alcançar.  

Quanto à Rúbia, continuou exercitando o seu poder de conquista. Por algum tempo ainda, os homens fetichizaram-na. Mas a faceirice dela foi se perdendo rápido. Ganhou peso e teve mais complicações de saúde. A cada nova relação desfeita, e foram muitas, piorava sua sensação de ser um objeto esquecido. Até que, espremida de coração e alma, antes de se deitar para dormir, ingeriu toda uma cartela de comprimidos antidepressivos. A mãe só a encontrou na tarde do dia seguinte, quando Rúbia já tinha a morte à cabeceira. Cassio, aquele que mais lhe havia tentado dar amor, nunca ficou sabendo desse seu triste fim. Quando por um motivo qualquer a figura de Rúbia esboçava-se nas suas lembranças, crendo-a ainda viva, mudamente fazia votos para que a perdida garota se encontrasse na vida.

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